Artigo
Li atentamente o texto produzido pelo Prof. Newton Freitas, pró-reitor de Ensino de Graduação da UFPI, chefe do fã-clube do conhecido Donizete Adauto, a quem reverencia anualmente por ocasião do seu aniversário de morte, fazendo orações religiosas em defesa de sua alma. Na sua manifestação dois aspectos chamam a atenção. O primeiro a sua miopia em relação à história recente da UFPI e dos últimos acontecimentos nela efetivados, e o segundo, marcado pelo desejo incontido de manter a sinecura de que desfruta no momento.
Causa estranheza a qualquer leitor a afirmação de que a UFPI era uma instituição atrasada, mesmo porque, todos conhecem a história recente dela e, inclusive, sabem que seus avanços, embora com poucos recursos disponíveis, serviram de pilares fundamentais para o discurso de campanha do atual reitor, que se elegeu graças ao apoio irrestrito do grupo que comandava a instituição à época. Mais estranho ainda é classificar as mesmas pessoas que efetivamente realizaram as política de então de indolentes e de apologistas da prática do “quanto pior melhor”. A bem da verdade, cumpre-me registrar de que ela está muito pior, mas, em momento algum, aqueles que não comungam com as práticas administrativas ali efetivadas se sentem satisfeitos, muito pelo contrário, criticam tais práticas e apontam soluções, marcadas pela preocupação com a reconstrução dos caminhos democráticos, antes percorridos com muita naturalidade, com o respeito à organização hierárquica, hoje totalmente desrespeitada, com a transparência, abandonada, tendo como exemplo os cartões corporativos, e, por fim, com a ética, instrumento norteador daqueles que agem com bons propósitos e que não abandonam a verdade para tirar proveito de qualquer natureza.
Ainda nesta linha, a comunidade universitária e a sociedade piauiense sabem muito bem que todos os avanços numéricos que vêm sendo alcançados pela UFPI decorrem, exclusivamente, de projetos e programas oriundos do Governo Federal, alguns em parceria com o Governo Estadual. A começar pela expansão que, apesar de exaltada como obra da atual gestão, deve ser creditada à determinação do presidente da república que a tornou realidade em todos os recantos do país. Aos menos avisados fica o esclarecimento de que é prerrogativa do Poder Central promover a expansão do ensino superior federal. O REUNE, também usado como bandeira, nada mais é que fruto de um pacote produzido pelo Ministério da Educação ao qual a UFPI aderiu da forma mais opaca possível, sem passar por qualquer discussão entre os seus diversos segmentos, deixando dúvidas quanto a qualidade e, mais uma vez, valorizando, tão somente, a quantidade. Por último, o filão é o Ensino a Distância, que, sem sombras de dúvidas, é um programa que emana do Ministério da Educação através da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Nesta iniciativa a UFPI entra apenas como parceira a exemplo dos municípios envolvidos. Portanto, não há PROJETOS como quis demonstrar o articulista, que, além de tentar confundir a opinião pública, aproveitou o espaço para fazer uma defesa intransigente do seu lugarzinho ao céu, mantendo sua sinecura.
Servidor da UFPI