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Nota em resposta ao reitor

Maio 3, 2008

AOS ESTUDANTES E TRABALHADORES DA UFPI

Prof. Leonardo Ferreira Soares – Doutorando em Biotecnologia

No debate para reitor promovido pelo DCE UFPI fui covardemente atacado pelo candidato a Reitor Luís Júnior, sem poder exercer o direito ao contraditório. Esta não é a primeira vez que este candidato e atual Reitor da UFPI parte para ataques pessoais e tenta desqualificar professores da UFPI que não estão sob a sua batuta.

Sou um professor com mestrado e no momento cursando o doutorado que tenho produção de artigos e inclusive livros publicados. Trabalho como tema de pesquisa anemia falciforme, anemia de origem genética, no estado do Piauí e muitos já devem ter lido algum artigo publicado nos jornais sobre a referida patologia ou mesmo visto entrevistas minhas relativas ao tema em canais de TV, ciência engajada. No momento encontro-me escrevendo uma nova publicação sobre as legislações que beneficiam as pessoas com anemia falciforme, aliado a artigos produzidos em laboratório no qual detectamos a presença de 4% de portadores da herança genética para esta doença no estado do Piauí, uma revolução para a saúde pública, nesta área. Só não vê quem não quer.

O projeto de número 06517.3870001/07-002, por mim elaborado, no valor de R$ 121.599,50 aprovado pelo Fundo Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde está com os recursos já em conta pronto para execução; fazendo parte do programa de segurança transfusional e qualidade do sangue em atenção aos pacientes portadores de hemoglobinopatias (anemia falciforme), montaremos um laboratório para estudo desta doença, no curso de Farmácia; os projetos que o mandatário diz buscar somos nós que sentamos e fazemos e ele quer levar a fama; Ah desculpa! A FAMA é do candidato a vice.

No ano de 2005 tive aprovado no mesmo Fundo Nacional de Saúde projeto na mesma linha de trabalho no valor de R$ 14.500,00, convênio cujo número UFPI/FADEX n0 42/005 já executado. Aprovado o mesmo foi que consegui aprovar o convênio para este ano, acima citado.

Outrossim, faço movimento político acadêmico e sindical aliado a ciência, assim que deve ser, o professor além da pesquisa, sala de aula e extensão deve engajar-se na política para garantia do ensino público gratuito de qualidade e com referência na sociedade, Além da eterna vigilância pela democracia como vem acontecendo agora na UFPI, onde a democracia interna encontra-se seriamente ameaçada.

Sou sindicalista com muito orgulho, com uma visão progressista de mundo e uma visão humanista, acredito que cada ser humano carrega em si a capacidade de reflexão e indignação contra as injustiça de um mundo capital, onde o ter e o ser sobrepõe-se a tudo; recuso-me a desistir de ser feliz e ajudar a propiciar pão e flores na mesa de todos.

Sou paraibano radicado no Piauí desde o dia 13 de maio de 2002, terra maravilhosa que me acolheu e me deu tudo que tenho na vida. Em conversas informais sempre digo aos amigos que esta é a terra de Canaã, onde jorra leite e mel, para mim, aqui até as coisas ruins são boas. Amo esta terra onde casei, tenho filho, faço o que gosto, adoro as pessoas e sei que sou aceito. Se fosse por opção gostaria de aqui ter nascido, pois assim teria oportunidade de ter o prazer da companhia de pessoas queridas há mais tempo.

Na UFPI existe uma polícia política, onde querem através de boatos, ilações e falsos dossiês macular a vida dos homens e mulheres de bem, temos que acabar com isso. Por último encontro-me em juntada de provas para interpelar o mandatário quando as acusações infundadas a mim proferidas frente às câmeras e a comunidade universitária; será bem fácil desmascará-lo!!

Truculência na UFPI

Abril 28, 2008

Caros professores, estudantes e servidores da UFPI,
Caros colegas,

Dentre tantas descobertas chocantes desta campanha eleitoral,  algo tem me impactado em particular: a truculência com que a chapa 02, do Reitor Júnior, se conduz dentro dos campi e fora deles. Como se não bastasse o uso – sem nenhuma cerimônia – da mentira como procedimento corriqueiro da construção do seu arguento, as ameaças aos adversários e o constrangimento e chantagem dirigida aos eleitores têm sido posturas adotadas com a maior naturalidade, conferindo-os, nas suas falas, até certo ar de expediente legítimo dentro de uma disputa, o que é muito preocupante.

A truculência se expressa também no modo totalmente intolerante com que a chapa do Prof. Júnior trata o material de divulgação do nosso candidato Solimar Oliveira. Dia sim, dia não temos de repor cartazes e faixas que são simplesmente rasgados e/ou arrancados dos locais onde os afixamos. Algo aconteceu que os alunos dos campi do interior não conseguem acessar a home page www.solimarreitor.wordpress.com a partir dos computadores da UFPI. São dirigidos para o site da Capes. Constatamos que a chapa adversária não aceita a veiculação do nosso material como parte indissociável da disputa que vivemos – que deve ser livre, ética e democrática – mas como algo que tem de ser extinto. O comportamento adotado em relação ao adversário não é o de buscar vencê-lo honestamente — como acreditamos que devamos nos portar - mas de extigüi-lo a qualquer preço. Quem se detém nos estudos das Ciências Humanas – em especial a Política – sabe muito bem para onde aponta o comportamento intolerante e onde podem chegar atitudes que buscam a liqüidação sumária do adversário porque não suportam o diferente.

Preocupa-nos que o Reitor da nossa Universidade permita (e se permita) esse comportamento, deixando de fazer com que se coloque acima da disputa o entendimento de que a UFPI não se acaba no dia 07 de maio e que todos nós continuaremos trabalhando e estudando aqui, convivendo no mesmo ambiente. É assustador que deixe de se guiar pelo princípio de que precisamos nos respeitar e nos pautar por formas respeitosas de competir, permitindo que o sentido da convivência acadêmica não se perca na disputa eleitoral.

Caro colega, independente do seu voto, gostaria de  chamar a sua atenção para esta política de terra arrasada – às vezes silenciosa, às vezes nem tanto – que tem caracterizado a postura do Reitor, do seu vice e de parte dos seus apoiadores, em todos os sentidos que tem implicado a atual eleição. Afinal, a UFPI não pode se reduzir à condição de refém de atitudes absolutamente despóticas.

Pela possibilidade da existência livre dos diferentes! Por uma UFPI  ética  e democrática!

Profa. Valéria Silva

Nota sobre o debate na ADUFPI

Abril 28, 2008

Caro Professor, Servidor e aluno da UFPI,

Hoje circulou pela net um ofício da chapa do candidato à reeleição, Prof. Júnior, onde o mesmo usa de um leque complexo de falsos argumentos para combater e inviabilizar a realização do debate pela ADUFPI. Acusa o debate de ilegal e desesperado. Entretanto, vejamos:

1. Realizar debates é uma iniciativa livre de qualquer entidade, órgão ou pessoa que deseje promovê-lo e não prerrogativa exclusiva da Comissão Eleitoral. Se assim o fosse, os debates não poderiam acontecer na televisão, como ocorreu recentemente. A Comissão Eleitoral está obrigada a realizar aqueles previstos no seu calendário, mas não tem poderes, nem legitimidade para impedir que quaisquer interessados possam promover discussões públicas entre candidatos;

2. Os candidatos são livres para comparecer ou não aos debates. O Prof. Júnior – ao ser convidado para o debate do Programa do Jornalista Amadeu Campos – não compareceu e mandou o seu candidato a vice. O programa recusou a substituição e entrevistou apenas o Prof. Solimar. Desse modo, ele permanece com o direito, nessa mesma situação, de não comparecer, mas não de impedir que as pessoas se encontrem, façam debates, discutam a eleição e os rumos da UFPI publicamente;

3. A Comissão Eleitoral não tem qualquer poder sobre a nossa ADUFPI. Aquela é uma entidade sindical livre e independente, que não possui qualquer vinculação com a estrutura da UFPI – permanente e/ou provisória -, mas apenas com os seus professores. Querer cercear o nosso Sindicato é algo estarrecedor, que nos lembra os procedimentos da ditadura militar, felizmente superada nos anos 80;

4. O mais preocupante é que – depois de postar e distribuir panfletos com inverdades, apresentar documentos falsos em debates; arrancar nossas faixas e cartazes, – agora o Reitor deseja silenciar uma entidade de classe autônoma em pleno exercício do seu dever de promover a livre informação dos seus associados num momento tão decisivo e importante para cada um de nós que trabalhamos na e vivemos a Universidade;

5. O que fica claro nessa iniciativa é, na verdade, o medo do Reitor e de sua chapa de enfrenter publicamente o debate com o Prof. Solimar, visto a performance sofrível que tem tido em todos em embates, aqui e no interior, sendo visivelmente vencido na argumentação procedente e na discussão de propostas. Outra dificuldade do Reitor é encontrar respostas para a pergunta que não quer calar: por que a sua filha Larissa faz parte da folha de pagamente da FADEX? Por que o próprio Prof. Júnior recebe diárias pagas com ops recursos da EAD? Em nenhum dos debates ele conseguiu esclarecer a comunidade universitária sobre esses graves problemas.

6. A tentativa de impedir a fala do Prof. Solimar é a prova inconteste do que já estamos sabendo desde a semana passada: a pesquisa encomendada pelo Reitor mostrou que a Chapa 01 está disparada rumo à vitória, enquanto a Chapa 02 tem perdido a corrida dia após dia.

7. A tentativa de impedir a fala do Prof. Solimar é a prova inconteste do que já estamos sabendo desde a semana passada: a pesquisa encomendada pelo Reitor mostrou que a Chapa 01 está disparada rumo à vitória, enquanto a Chapa 02 tem perdido a corrida dia após dia.

CONVIDAMOS A TODOS PARA O DEBATE NA ADUFPI, AMANHÃ, SEGUNDA-FEIRA, ÀS 17 HORAS. DEFENDA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO!!! DEFENDA A UFPI DO COLAPSO POLÍTICO E MORAL!!! DEFENDA A ADUFPI DO AUTORITARISMO!!!

Solimar Oliveira – Reitor
Nascimento – Vice

Propostas para a EAD

Abril 28, 2008

Como a chapa do atual Reitor tem gerado e divulgado muitas inverdades a nosso respeito – utilizando-se da máquina, da pessoa de alguns coordenadores e do acesso que tem à comunidade EAD – apresentamos abaixo a proposta do candidato de oposição Solimar Oliveira – CHAPA 01 – para o Ensino à Distância, a fim de que você faça o seu livre julgamento:

- Viabilizar a imediata implantação dos cursos criados e ainda não iniciados pela atual gestão;
- Construir os laboratórios necessários ao bom desempenho das atividades de formação;
- Contratar docentes e servidores, implantar plataformas virtuais, adquirir equipamentos necessários, construir espaço físico imprescindível ao funcionamento dos cursos oferecidos;
- Criar condições para que os estágios curriculares tenham presença forte nos projetos pedagógicos da EAD, a fim de se imprimir maior qualidade à formação dos alunos, em especial àqueles vinculados às licenciaturas;
- Implantar o Programa de Qualificação da Educação à Distância-PQEAD; destinado à qualificação de tutores;
- Estimular a geração de condições para o envolvimento dos alunos em atividades de pesquisa e extensão universitária;
- Investigar em âmbito interno a denúncia feita à Polícia Federal de suspeita de gastos irregulares de recursos por parte da FADEX/Reitoria, onde a filha do Reitor e ele próprio recebem dinheiro da EAD.

Informe-se com o seu coordenador sobre o local da urna e no dia 07 de maio marque na sua cédula CHAPA 01.
Vote consciente! Defenda a UFPI – este importante patrimônio do Piauí.

Solimar Oliveira – Reitor
Antônio Nascimento – Vice

Solimar Oliveira surpreende em debate na UFPI

Abril 16, 2008

O candidato a reitor da UFPI pela Chapa 1 – “Qualidade, Transparência e Ética”, professor Solimar Oliveira, surpreendeu com seu forte apoio da comunidade acadêmica durante um dos maiores debates já realizado para a eleição a reitor da Universidade Federal do Piauí. Discussões acaloradas e participação ativa do público marcaram o primeiro debate desta terça-feira entre os candidatos a reitoria da UFPI. Com mais de três horas e meia de duração, professores, servidores técnico-administrativos e estudantes puderam ouvir e discutir as principais propostas das chapas.

Reafirmando o compromisso de uma Universidade democrática e que prima pela qualidade, Solimar Oliveira expôs a importância de um projeto construído coletivamente, onde a “democracia passa pelo respeito à comunidade acadêmica e a suas escolhas”.

O próximo debate entre os candidatos ocorrerá no Campus Ministro Reis Veloso, em Parnaíba, nesta sexta-feira, dia 18 de abril.

NOTA – MENTIR É MAU EXEMPLO: por educação plena e ética em Bom Jesus

Abril 6, 2008

Algumas pessoas pouco preocupadas com a postura ética anunciaram no Campus de Bom Jesus que, com a eleição do Prof. Solimar Oliveira, o Colégio Agrícola viria a ser fechado. Reafirmarmos aqui o que já discutimos amplamente com cada estudante, professor e servidor: defendemos que a educação oferecida pela UFPI em Bom Jesus seja plena, contemplando o ensino fundamental, médio, técnico e superior. Nesse contexto, entendemos que cabe ao Colégio Agrícola manter o seu funcionamento regular, oferecendo à comunidade serviços de educação de qualidade. Acreditamos que o seu trabalho deve se orientar por práticas democráticas consolidadas, onde se respeite o direito à liberdade de expressão e se valorize a participação da comunidade universitária.

Entendemos que ao se apresentar como espaço educacional consolidado o complexo do Campus de Bom Jesus poderá em muito breve se constituir – com o nosso total apoio – na Universidade do Gurguéia, instituição plural, forte, competente e comprometida com o município em que se encontra instalada.

Convocamos a todos e especialmente aos jovens, senhores do seu tempo, a dizer não às práticas antigas de enganação e amedrontamento, pois não combinam com transparência, liberdade, decência e com universidade pública e de qualidade.

Vamos ao debate entre os candidatos no dia 24 de abril!

Grupo de Oposição Eleições da Reitoria da UFPI/2008.

DEMOCRACIA: conquista social e imperativo de civilidade

Março 30, 2008
A Universidade constituiu-se como locus privilegiado dos fazeres e saberes que as sociedades desenvolveram e cultivaram ao longo da sua História, tendo sempre como pressuposto básico o livre pensar e o livre fazer, imperativo de civilidade. Não por acaso tem sido, ao longo de toda a sua existência, foco primeiro da ação destrutiva vinda de forças que, motivadas por razões variadas, intentam contra essa mesma liberdade.

Nessa luta, propósitos políticos mais aguerridos às vezes são desenhados sub-repticiamente sob o discurso da negativa da política e da perda de sentido dos seus constituintes mais caros. Recorrer a esses expedientes é algo freqüente na história das disputas – mormente as eleitorais – onde se enfrentam forças que possuem um projeto e uma história política consolidados e outras que investem meramente na potencialização de suas carreiras pessoais, desconsiderando os propósitos inolvidáveis da instituição.  Também é freqüente o fato dos discursos personalistas, supostamente desprendidos de interesses políticos, se prestarem a esconder práticas incompatíveis com ambientes onde vigorem estatutos e pautas democráticas normatizadoras de relações assentadas nos direitos e deveres de cidadania e na salutar convivência política entre os diferentes pensamentos.

Na atual disputa pela Reitoria da UFPI temos presenciado muitas manifestações desdenhosas contra a defesa que fazemos da Democracia como ponto importante da nossa luta. Até então reconhecíamos esse indesejável comportamento como destinado a esvaziar o valor dos colegiados paritários e das instâncias administrativas para a participação ativa dos segmentos que compõem a Universidade, o que já nos era muito preocupante.

Ao visitar recentemente os campi de Picos, Floriano e Bom Jesus, pudemos conhecer o investimento propositado numa institucionalidade enfraquecida e desrespeitada, a exemplo de uma estrutura administrativa do 3º grau – à exceção de Floriano – onde parte ainda está por constituir-se bem como diretores e coordenadores de curso nomeados pela atual Reitoria, além de colegiados acadêmicos declinando do funcionamento regular, deixando as decisões sob o controle individual dos gestores local e central.

Nos campi o discurso contra a democracia também está produzindo práticas administrativas de retaliação e coação, acompanhadas de gestos que indicam o uso do farto clientelismo na postura assumida pela Administração Superior da UFPI e de vários de seus representantes locais. Professores processados e alguns punidos à margem da observância dos trâmites e normas que disciplinam o assunto. Outros, pressionados a se manter em silêncio sobre a situação do Campus sob pena de sofrerem danos variados. Estudantes e servidores amedrontados em decorrência de ameaças de punição ante as tentativas de denúncia de fatos e práticas de cerceamento da liberdade de expressão. Familiares dos três segmentos ameaçados de demissão da EAD/UAB e dos postos de serviço terceirizado por manifestarem divergência de opinião.

Os fatos relatados já se mostram por demais preocupantes. Na atualidade, porém, a repressão à liberdade, já existente no quotidiano, poderá ser incrementada por antigos vícios que comprometeriam ainda mais a liberdade e a lisura que devem caracterizar a consulta à comunidade universitária.  Os três segmentos – professores, servidores e estudantes – temem pela adoção, por parte da Comissão Eleitoral, de sistemática de votação que permita a posterior identificação dos eleitores, com o objetivo, como sabemos, de permitir possíveis perseguições políticas àqueles que venham a mostrar simpatia pelo candidato da oposição, Prof. Solimar Oliveira.

Em vista da possibilidade de desrespeito aos trâmites legais e legítimos de um processo eleitoral que se quer democrático e livre, professores, servidores e estudantes solicitaram à Chapa de oposição apoio no sentido de se assegurar o voto autônomo e esclarecido na consulta à comunidade acadêmica do dia 07 de maio. Para os segmentos universitários de todos os campi apenas a adoção da urna eletrônica – recurso já legitimado pelas instâncias máximas da República -poderá garantir eleições livres e democráticas na Universidade. Comprometemo-nos com todos os que nos buscaram, e ratificamos aqui para toda a comunidade universitária, desde já, o nosso compromisso de lutar incansavelmente para manter afastada dos nossos processos eleitorais – especialmente na UFPI – a prática do mapismo, de triste memória na história política do Piauí dos coronéis.

Assim, com o intuito de assegurar a convivência democrática de um modo geral, a oposição exige trâmites processuais corretos, viabilização da participação da comunidade universitária e liberdade irrestrita de expressão a todos que fazem a UFPI. Em relação à consulta acadêmica, reivindica ainda à Comissão Eleitoral que assegure um pleito livre e eticamente orientado em todos os seus aspectos, entendendo que a adoção das urnas eletrônicas mostra-se indispensável, bem como a ampla realização de debate entre os candidatos em todos os campi e nas redes de rádio e televisão. Por fim, convida todos ao entendimento de que um processo eleitoral legítimo e transparente é o primeiro passo para restabelecermos mecanismos confiáveis de participação ativa, condição imprescindível para um fazer acadêmico compatível com a História e a Missão da Universidade Federal do Piauí.

Grupo de Oposição Eleição da Reitoria-UFPI/2008

Poder solitário

Março 25, 2008

Enquanto o reitor Luiz Júnior visita as salas da Administração Superior da UFPI divulgando seu nome como candidato às eleições, nos bastidores ainda não se definiu o nome do candidato a vice de sua chapa. Na disputa por essa posição estão nada menos que cinco professores no páreo (com alguns deles, inclusive, já pedindo votos): prof. Gerson Araújo, prof. Saulo Brandão e prof. Edward Castelo Branco, do CCHL; prof. Benedito Borges, do CCS; além do prof. Acácio Veras. Isso revela o comportamento do atual reitor da UFPI de centralizar o poder na sua pessoa, lançando sua candidatura mesmo antes de escolher seu vice, demonstrando ser o vice irrelevante para sua campanha, e quiçá numa eventual gestão a frente da UFPI.

Nota à Comunidade Piauiense – Perseguição Política na UFPI

Março 23, 2008
Cidadãos e cidadãs piauienses,

Professores, Professoras, Servidores, Servidoras e Estudantes da Universidade Federal do Piauí.

Tristes e indignados, tornamos pública a truculenta perseguição da Reitoria da UFPI e seus representantes contra os Professores lotados nos campi do interior, especialmente aqueles do município de Bom Jesus-PI. Naquele Campus a ausência de democracia, materializada na inexistência de eleição para Diretor e de colegiados representativos, agora assume a face de autoritarismo explícito na postura assumida pelo Diretor nomeado, Prof. José Lindemberg Rocha Sarmento. O Diretor, com a conivência da Reitoria-UFPI, tem usado o posto que ocupa para silenciar, coagir e perseguir os muitos docentes que se colocam em oposição à atual administração e exercendo o livre direito à diferença de opinião e ao debate de idéias.

O Diretor nomeado, com o fim de intimidar o Prof. Dr. Paulo Gastaldo, no último dia 31/01/08, sem qualquer justificativa que legitimasse tal gesto, suspendeu as férias do docente, com início oficial marcado para o dia 01 de fevereiro. Não bastando a exceção cometida, suspendeu também o pagamento do salário referente ao mês de março, conforme verificado pelo Professor junto ao SIAPE, sem qualquer notificação ou explicação prévia.
As providências legais já estão sendo tomadas no sentido de garantir a observância da lei e dos direitos, o que, certamente, resultará em reparos ao Professor ofendido. Entretanto, alertamos a todos e todas a importância da firme vigilância para com o rumo que as relações têm tomado na UFPI: do personalismo e clientelismo estamos rapidamente avançando ao autoritarismo sem precedentes, onde o direito assegurado e legitimado nada vale perante a vontade absoluta do gestor.
Perguntamos: essas práticas cabem dentro de uma Academia? Cabem em qualquer lugar onde vige regras democráticas mínimas de gestão ou de convivência interpessoal? É isso que esperamos da administração da nossa UFPI? Estamos certos que não.
PELO DIREITO À LIVRE EXPRESSÃO!

PELO IMEDIATO PAGAMENTO DO PROFESSOR!

Grupo de Oposição Eleição da Reitoria-UFPI/2008

NOTA DOS CONSELHEIROS

Março 13, 2008
Nós que cumprimos nossas obrigações acadêmicas com responsabilidade e respeitabilidade e, dentre estas a nobre função de Conselheiro junto ao Conselho Universitário (CONSUN-UFPI) vimos a público manifestar nosso descontentamento e indignação com a forma truculenta e desrespeitosa como a qual, sistematicamente, o atual Reitor da UFPI e seus assessores têm nos tratado.

O exemplo mais emblemático ocorreu hoje (12/03/2008) na reunião do CONSUN, que entre outros pontos de pauta, tinha como função deliberar sobre as normas que regerão o procedimento eleitoral para Reitor, em curso. Por discordarmos de algumas das propostas apresentadas pelo Reitor, em virtude de defendermos a democracia interna das instâncias deliberativas da UFPI, fomos tratados com deboches e xingamentos, pela simples razão de buscarmos manifestar nossa posição, o que foi obstacularizado.

Nesse sentido, alertamos a comunidade universitária e a sociedade piauiense que o traço tirano da gestão do atual Reitor, assim como seu modo de tratar os que deveriam ser seus pares no Conselho, não é novo, senão configura-se desde sua posse. Isso se mostra no seu no modo absolutista de governar, onde não há lugar para a divergência e o debate de idéias, mas para a obediência silenciosa. Assim, lida com docentes, servidores e discentes com desrespeito e acusações, tratando oponentes como inimigos, que, ao seu ver e pelas suas regras devem se calar e se sujeitar. Reafirmamos nossa postura ética e reverente para com o Conselho Universitário da UFPI e a essa instância cobramos atitude respeitosa.


João Batista – Diretor do Centro de Ciências Agrárias-CCA
Antônio Fonseca Neto – Diretor do Centro de Ciências HUmanas e Letras-CCHL
Antônio dos Santos Rocha – Diretor do Centro de Ciências CCS
Jacob Gayoso – Diretor do Centro de Tecnologia-CT
Antônio Nascimento – Vice-Reitor da UFPI